O que é Governança de dados ?

A Governança de Dados não caminha sozinha. Ela, na verdade, faz parte de um grande processo de Gestão de Dados.

Enquanto a Gestão dos Dados usa todo o processo aplicado pela governança para garantir que a empresa consiga extrair o maior valor possível,  a Governança de Dados trata, principalmente, de como decisões serão tomadas à base de dados. É a Governança de Dados que  define como processos e pessoas devem se comportar com relação a informações. 

No final do dia, toda e qualquer organização (seja de pequeno, médio e grande porte) toma decisões baseadas em dados; independentemente se existe ou não uma estrutura/função formal responsável pela governança dos dados.

A função da Governança de Dados é orientar todas as outras etapas da Gestão de Dados por meio (i) do exercício da autoridade e (ii) do controle na gestão dos ativos de dados da empresa. A aplicação é feita  com três pilares-chave:

  1. Planejamento;
  2. Monitoramento;
  3. Execução.

Seu principal objetivo é garantir que a gestão de dados da empresa garanta:

  1. Gerenciamento adequado (processos, documentação, comunicação, estratégia de uso, roadmap de evolução, entre outros);
  2. Conformidade com as leis (no caso do Brasil, a LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados);
  3. Implementação de boas práticas existentes.

O escopo e o foco da área de Governança de Dados podem ser diferentes de empresa para empresa. Podem, até mesmo, diferir dentro da mesma empresa, quando consideramos  que os tipos de dados possuem natureza distintas – como dados de logística, vendas, marketing, financeiros, entre outros. Porém, mesmo com focos distintos, os pilares de atuação das áreas de Governança de Dados são semelhantes:

  1. Estratégia: Definição, comunicação e condução da execução do que foi planejado;
  2. Política (Policy, em inglês): Aplicação de políticas de gestão de metadados, acesso, uso, segurança e qualidade;
  3. Padrões e qualidade: Definição e aplicação de padrões de qualidade e arquitetura de dados;
  4. Supervisão: Observação prática (manipulação direta dos dados), auditoria e correção de procedimentos nos demais pilares; 
  5. Compliance: garantia da implementação dos requisitos mínimos de conformidade regulamentar relacionados a dados (no Brasil, a LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados);
  6. Gerenciamento de problemas: identificação, definição e resolução de problemas relacionados a:
    • conformidade regulatória e política;
    • segurança e acesso às bases; 
    • Propriedade e qualidade dos dados;
    • Padrões (terminologia ou procedimentos de governança).
  7. Projetos de gerenciamento de dados: busca de melhoria contínua na gestão dos dados;
  8. Valoração dos ativos de dados: Definição do valor comercial de um ativo de dados, seguindo padrões e processos pré estabelecidos.

Fonte: Livro – Data Management Body of Knowledge

About Bruno Martos

Bruno tem mais de 15 anos como profissional orientado a dados, traduzindo o mundo das tecnologias de MarTech entre time técnico e marketing, sua jornada profissional o colocou na vanguarda do desenvolvimento de inteligência de dados, análises avançadas, ciência de dados, aquisição de usuários, engajamento do consumidor, inteligência de consumo e mídia programática. Durante todo este tempo combinando suas habilidades técnicas, negócios e gestão para ter sempre uma equipe diversificada e de alta performance.